Revisão de teses — imprimir sem medo

22/07/2016

 

Primeiro, a felicidade de se encontrar um tema. Depois, a discussão do plano com o orientador. Seguem-se todos os maravilhosos — e desafiantes — momentos de busca e sistematização de informação. Belos dias, os da investigação. E os da pesquisa da bibliografia que atesta o nosso pensamento, as nossas decisões. Os conteúdos começam a crescer e a tomar forma. Quando damos por ela, o capítulo da metodologia está pronto. O da análise também. Num belo dia de sol, acabamos de escrever a introdução. Vem a chuva, aproveita-se para completar um pouco mais o capítulo das referências bibliográficas. E eis que já temos a conclusão!

 

Segue tudo para o orientador.

 

Vem do orientador pejado de comentários, fazem-se os ajustes. Ah, que maravilha!, temos os capítulos todos montados; tese pronta para ir de volta para o orientador. Antes de ir, mais uma leitura. E mais outra. Continuam as inseguranças, venha a terceira leitura. Ok, o conteúdo está visto e revisto, mas... e a forma? O cansaço começa a dominar-nos, os olhos já não conseguem ver com a astúcia que desejaríamos. Não sabemos se a vírgula está ali bem, se aquela palavra se escreve com maiúscula, se temos os parágrafos uniformizados, se há erros que não detetámos, frases incompletas ou sem sentido... Pronto, o medo instalou-se.

 

Pois é: a forma não pode ser descurada porque dela depende a nossa credibilidade.  É fundamental fazer uma revisão profunda da tese, revisão de tese essa que tem de ser feita com a cabeça fresca, para uma melhor concentração. Deixamos-lhe hoje cinco conselhos para o ajudar na revisão da sua mais recente criação: a sua tese.

 

  1. Inicie a revisão da sua tese com a cabeça descansada. Deixe passar um dia, uma noite bem dormida, pelo menos, e comece, pela fresca, o trabalho de revisão.

  2. Conheça bem as regras gramaticais da língua em que escreveu a sua tese. É isso mesmo: gramática, essa área transversal a todas as outras. Quando se inicia a revisão da tese, e para garantir que a tese está bem escrita, temos de conhecer as regras da língua em que estamos a escrever. Como aquela famosa regra da língua portuguesa de não poder existir vírgula a separar o sujeito do predicado; ou aqueloutra que obriga a que, depois do verbo “gostar”, venha sempre a preposição “de”.

  3. Foque-se num aspeto gráfico de cada vez. É também importante haver uniformização. Se quer garantir que os tamanhos de letra dos capítulos são todos iguais e o de texto também, faça uma leitura focada apenas nos títulos. O mesmo para, por exemplo, as citações: se quer garantir que as aspas utilizadas são sempre as mesmas, concentre-se apenas nas citações.

  4. Leia em voz alta. Quando estamos cansados, este é um dos truques que nos ajuda a perceber se aquilo que estamos a escrever faz sentido ou não.

  5. Peça ajuda a um falante nativo. Por mais contacto que tenhamos com uma língua que não é a nossa, há sempre expressões ou formas de escrita específicas que, por vezes, não dominamos. Caso tenha escrito a sua tese em língua estrangeira, não se esqueça de verificar, junto de um falante nativo, se o que escreveu faz sentido.

 

Ainda inseguro?  Não se preocupe. Conte com a Três Pontos para ajudá-lo na revisão da sua tese. Seremos o par de olhos que lhe faltava, seja em que língua for. Ajudá-lo-emos a carregar no botão imprimir sem que sinta medo absolutamente nenhum.

 

 

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