trespontostrespontoshttps://www.trespontos.pt/blogA palavra «prontuário»]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2019/12/06/A-palavra-prontu%C3%A1riohttps://www.trespontos.pt/single-post/2019/12/06/A-palavra-prontu%C3%A1rioFri, 06 Dec 2019 21:12:24 +0000
Acontece a todos. Estamos tão imbuídos no nosso dia a dia, profissional ou pessoal, que não nos apercebemos de que há mais coisas além daquelas que conhecemos e com que estamos habituados a lidar. E, às vezes, basta atentarmos no significado das palavras que designam as “nossas” coisas para intuirmos que é bem possível que possam designar também as coisas dos outros. Bom, vamos a um exemplo prático: o prontuário. O prontuário é uma das ferramentas de trabalho fundamentais da equipa de consultores linguísticos da Três Pontos. Aliás, tratamo-lo exatamente assim, “o prontuário”. “Passa o prontuário”, por exemplo, é uma das frases que mais dizemos diariamente. Mas a verdade é que trabalhamos com vários prontuários: o prontuário ortográfico, o prontuário de verbos com preposições, o prontuário ortográfico, o prontuário de erros corrigidos do português... todos eles de autores diferentes e com informações distintas (e valiosas!).
«Prontuário» deriva do latim promptuarium, lugar onde estão coisas prontas, que podem ser encontradas a qualquer momento, prontamente. Deriva, por sua vez, de promptu, pronto, disponível. Passou, depois, a designar registos de arquivos, à disposição para consultas imediatas. Tem, portanto, dois significados, como nos diz o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa:
1. Lugar onde se arrecadam coisas que de um momento para outro podem ser precisa.
2. Livro, manual que contém fórmulas e indicações úteis de modo a achar prontamente o que se quer saber.
("prontuário", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013)
Significa isto que o prontuário é amigo de muita gente e não apenas dos consultores linguísticos. É amigo de todos aqueles que precisam de muitas informações e de que estejam todas no mesmo repositório. É por isso que existem prontuários de todas as áreas, como o prontuário médico, o prontuário terapêutico, o prontuário de processo penal, o prontuário de formulários e trâmites, o prontuário de metalurgia.... enfim, a lista é infindável e só nos mostra como é interessante sabermos de onde vêm as palavras.
E vocês? Também trabalham com um prontuário na vossa secretária? Gostavam de ter um específico da vossa área?
#trespontos
#deondevêmaspalavras
]]>
Um resumo da matéria meio nervoso]]>Três Pontoshttps://www.trespontos.pt/single-post/2017/01/19/Um-resumo-da-mat%C3%A9ria-meio-nervosohttps://www.trespontos.pt/single-post/2017/01/19/Um-resumo-da-mat%C3%A9ria-meio-nervosoThu, 19 Jan 2017 12:18:40 +0000
Sem mais rodeios, para que nervoso não se torne miudinho: a resposta certa é “meio nervosa”. A explicação é meramente gramatical (respirem fundo, porque vem aí terminologia específica da área). Sucede que “meio”, na posição em que se encontra na frase (que é antes de um adjetivo) e com o significado de “um tanto”, como é o caso, é um advérbio. Os advérbios, por sua vez, são palavras invariáveis. Significa isto que mantêm sempre a mesma forma, não variam de acordo com o género da palavra que estão a modificar.
]]>
O meu amigo açoriano ou açoreano?]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2016/10/11/O-meu-amigo-a%C3%A7oriano-ou-a%C3%A7oreanohttps://www.trespontos.pt/single-post/2016/10/11/O-meu-amigo-a%C3%A7oriano-ou-a%C3%A7oreanoTue, 11 Oct 2016 16:24:20 +0000
Esperava-se que nos Açores nascessem "açoreanos", não é? Mas não. Nascem "açorianos". E porquê?
Comecemos por chamar as coisas pelos nomes que lhe cabem: às palavras que utilizamos para designar alguém em função do país, da região, da província ou da localidade em que nasceu ou de onde alguém ou alguma coisa procede chamamos gentílicos. Os gentílicos formam-se a partir de uma base à qual se junta um sufixo (o
-ano, como no caso em análise, ou o -aco (polaco), o -ão (alemão), -ês (português) -eiro (brasileiro), entre muitos outros). Ora, dita a regra de formação dos gentílicos (que vive sossegada nos nossos cérebros) que quando a base de derivação (esperamos que ainda continue desse lado; não desista que vai valer a pena!) termina em "e" átono (que não tem acento tónico), o sufixo -ano junta-se à mesma por meio de uma vogal de ligação, o "i", e essa tal vogal átona da base também desaparece (tal como o "s" que a segue). À base "Açores" (que termina em "e" átono e "s") junta-se o sufixo "-ano" com ajuda da vogal "i". É assim que nasce o açor(es)iano
. Fácil, não é? Mas os Açores são ricos em todos os sentidos (principalmente na beleza!), e o da linguística não é exceção. É por isso que lá não nascem apenas açorianos, mas também açor
enhos
ou açorenses.
E como sabemos que há um gosto especial por este tema, deixamos um link muito útil: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/recursos.html?action=gentilicos&act=list. Já identificou o gentílico que lhe coube em vez?
Não se esqueça de procurar mais informações sobre nós, OK? Comece por aqui.
]]>
Ovelha ranhosa ou ronhosa?]]>Três Pontoshttps://www.trespontos.pt/single-post/2016/09/30/Ovelha-ranhosa-ou-ronhosahttps://www.trespontos.pt/single-post/2016/09/30/Ovelha-ranhosa-ou-ronhosaFri, 30 Sep 2016 14:35:51 +0000
Por mais que a imagem de uma ovelhinha coberta de um fluido viscoelástico de origem biológica (vulgo "ranho") nos pareça uma metáfora efetivamente... depreciativa — digamos assim —, não é suficientemente depreciativa para fazer nascer uma expressão. A ser, a ovelha será ronhosa. Este curioso adjetivo provém de "ronha", uma espécie de sarna que ataca os animais. Ronha, essa, por sua vez, que também pode significar "manha", mas a essa nos levarão outras matérias.
]]>
Revisão de teses — imprimir sem medo]]>Três Pontoshttps://www.trespontos.pt/single-post/2016/07/22/Revis%C3%A3o-de-teses-%E2%80%94-imprimir-sem-medohttps://www.trespontos.pt/single-post/2016/07/22/Revis%C3%A3o-de-teses-%E2%80%94-imprimir-sem-medoFri, 22 Jul 2016 16:00:15 +0000
Primeiro, a felicidade de se encontrar um tema. Depois, a discussão do plano com o orientador. Seguem-se todos os maravilhosos — e desafiantes — momentos de busca e sistematização de informação. Belos dias, os da investigação. E os da pesquisa da bibliografia que atesta o nosso pensamento, as nossas decisões. Os conteúdos começam a crescer e a tomar forma. Quando damos por ela, o capítulo da metodologia está pronto. O da análise também. Num belo dia de sol, acabamos de escrever a introdução. Vem a chuva, aproveita-se para completar um pouco mais o capítulo das referências bibliográficas. E eis que já temos a conclusão!
Segue tudo para o orientador.
Vem do orientador pejado de comentários, fazem-se os ajustes. Ah, que maravilha!, temos os capítulos todos montados; tese pronta para ir de volta para o orientador. Antes de ir, mais uma leitura. E mais outra. Continuam as inseguranças, venha a terceira leitura. Ok, o conteúdo está visto e revisto, mas... e a forma? O cansaço começa a dominar-nos, os olhos já não conseguem ver com a astúcia que desejaríamos. Não sabemos se a vírgula está ali bem, se aquela palavra se escreve com maiúscula, se temos os parágrafos uniformizados, se há erros que não detetámos, frases incompletas ou sem sentido... Pronto, o medo instalou-se.
Pois é: a forma não pode ser descurada porque dela depende a nossa credibilidade. É fundamental fazer uma revisão profunda da tese, revisão de tese essa que tem de ser feita com a cabeça fresca, para uma melhor concentração. Deixamos-lhe hoje cinco conselhos para o ajudar na revisão da sua mais recente criação: a sua tese.
Inicie a revisão da sua tese com a cabeça descansada. Deixe passar um dia, uma noite bem dormida, pelo menos, e comece, pela fresca, o trabalho de revisão.
Conheça bem as regras gramaticais da língua em que escreveu a sua tese. É isso mesmo: gramática, essa área transversal a todas as outras. Quando se inicia a revisão da tese, e para garantir que a tese está bem escrita, temos de conhecer as regras da língua em que estamos a escrever. Como aquela famosa regra da língua portuguesa de não poder existir vírgula a separar o sujeito do predicado; ou aqueloutra que obriga a que, depois do verbo “gostar”, venha sempre a preposição “de”.
Foque-se num aspeto gráfico de cada vez. É também importante haver uniformização. Se quer garantir que os tamanhos de letra dos capítulos são todos iguais e o de texto também, faça uma leitura focada apenas nos títulos. O mesmo para, por exemplo, as citações: se quer garantir que as aspas utilizadas são sempre as mesmas, concentre-se apenas nas citações.
Leia em voz alta. Quando estamos cansados, este é um dos truques que nos ajuda a perceber se aquilo que estamos a escrever faz sentido ou não.
Peça ajuda a um falante nativo. Por mais contacto que tenhamos com uma língua que não é a nossa, há sempre expressões ou formas de escrita específicas que, por vezes, não dominamos. Caso tenha escrito a sua tese em língua estrangeira, não se esqueça de verificar, junto de um falante nativo, se o que escreveu faz sentido.
Ainda inseguro? Não se preocupe. Conte com a Três Pontos para ajudá-lo na revisão da sua tese. Seremos o par de olhos que lhe faltava, seja em que língua for. Ajudá-lo-emos a carregar no botão imprimir sem que sinta medo absolutamente nenhum.
]]>
Passado cinco minutos, começou chover]]>Três Pontoshttps://www.trespontos.pt/single-post/2016/04/29/Passado-cinco-minutos-come%C3%A7ou-choverhttps://www.trespontos.pt/single-post/2016/04/29/Passado-cinco-minutos-come%C3%A7ou-choverFri, 29 Apr 2016 11:39:42 +0000
Não nos parece que "passado" cinco minutos tenha começado a chover, preferências meteorológicas à parte. A frase está errada devido a um fenómeno da língua portuguesa chamado "concordância". Ora, "passado" assume nesta frase a categoria de adjetivo verbal (criado a partir do particípio passado do verbo" passar") e tem, por isso, de concordar, em género e em número, com o nome que modifica ("cinco minutos", neste caso). A frase correta será, então, "passados cinco minutos, começou a chover". Ou, numa perspetiva mais otimista, "passadas algumas semanas de chuva, começou, finalmente, a fazer sol". Viva a primavera!
]]>
O grama]]>Três Pontoshttps://www.trespontos.pt/single-post/2016/04/19/O-gramahttps://www.trespontos.pt/single-post/2016/04/19/O-gramaTue, 19 Apr 2016 15:48:40 +0000
Das duas uma: ou não sabemos mesmo que devemos pedir “duzentos gramas” de fiambre quando vamos à charcutaria e não “duzentas gramas”, ou sabemos, mas não sabemos por que razão devemos utilizar o masculino. A justificação para este lapsus linguae reside no facto de, normalmente, em português, as palavras do género feminino terminarem em “a” e as do género masculino terminarem em “o”. Como “grama” termina em “a”, será, supostamente, do género feminino. Só que não é. Aliás, é. (Disclaimer: sempre nos avisaram de que a língua portuguesa é traiçoeira, pois cá está um belo exemplo desta realidade.)
Em que ficamos, afinal de contas?
Simples: “grama” pode efetivamente ser um substantivo feminino e masculino, mas terá significados distintos, consoante o género. A grama é aquilo a que comummente chamamos “relva”, e o grama é uma “(...)unidade de medida de massa no sistema c.g.s., equivalente a 0,001 kg (...)”*. É o caso. Quando falamos de quantidade, o grama deve ser tratado como tal: palavra do género masculino. Para nós, podem ser duzentos gramas de nozes, por favor.
*in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.
]]>
2016, és tu?https://www.trespontos.pt/single-post/2015/12/09/2016-%C3%A9s-tuhttps://www.trespontos.pt/single-post/2015/12/09/2016-%C3%A9s-tuWed, 09 Dec 2015 14:22:41 +0000
A caminhar a passos largos para 2016, encontramo-nos na altura ideal para ultimar os objetivos para este novo ano. Estamos, pois, a decidir quais as conferências e os eventos de tradução (entre muitos outros) em que queremos estar presentes e levar a nossa marca. Deixamos aqui sete sugestões que andamos a analisar, para quem possa ter interesse. Quem sabe não nos encontramos por lá?
11 e 12 de março de 2016 — THE TRANSLATION AND LOCALIZATION CONFERENCE. Varsóvia, Polónia.
31 de março a 2 de abril — AMERICAN TRANSLATION AND INTERPRETING STUDIES ASSOCIATION (ATISA) VIII. Califórnia, EUA.
21 e 22 de abril de 2016 — 11th EUATC CONFERENCE. Budapeste, Hungria.
20 a 22 de maio de 2016 — THE MEDTRANSLATE CONFERENCE. Friburgo, Alemanha.
23 a 28 de maio de 2016 — LANGUAGE RESOURCES AND EVALUATION CONFERENCE (LREC). Portorož, Eslovénia.
27 e 28 de outubro de 2016 — INTERNATIONAL CONFERENCE ON INTERPRETING AND TRANSLATION (ICIT). Londres, Reino Unido.
]]>
Viva a Três Pontos!]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2015/09/15/Viva-a-Tr%C3%AAs-Pontoshttps://www.trespontos.pt/single-post/2015/09/15/Viva-a-Tr%C3%AAs-PontosTue, 15 Sep 2015 10:48:36 +0000
Há um ano, nascia um novo projeto, fruto da vontade, do profissionalismo e da experiência de três consultoras linguísticas: a Cátia, a Rita e a Tânia. Há um ano, nascia a Três Pontos. Das palavras e pelas palavras. E que ano maravilhoso foi este que passou... Cheio de trabalho, conquistas, aprendizagens, crescimento.
Vimo-nos a braços com uma lista de clientes que nos enche de orgulho e responsabilidade, aceitámos novos desafios, criámos parcerias, criámos produtos, participámos no maior certame turístico do País, acrescentámos conhecimento à nossa experiência, oferecemos à nossa comunidade de seguidores webinares formativos, desenhámos formações, apresentámos o nosso projeto aos mais notáveis empresários do País, crescemos. E fizemos crescer.
Criámos, revimos e traduzimos textos dos mais variados temas, das mais diversas naturezas, dos mais diversos formatos e meios a pedido de empresas das mais diversas áreas: turismo, construção, networking empresarial, consultoria, medicina, extração mineira, editorial, tecnologias de informação, vinícola, representação internacional, fundações públicas, exploração agrícola, jurídica.
Não só de três forças motrizes vive a Três Pontos. Durante este ano, multiplicámos em muitos pontos a nossa força. Sabemos que temos ao nosso lado excelentes profissionais com quem podemos sempre contar e a quem estamos muito agradecidas por nos ajudarem a dar resposta aos mais exigentes desafios.
O melhor de tudo? O facto de ainda agora estarmos a começar. Espera-nos todo um caminho de exceção pela frente. O plano de negócio da Três Pontos para o último trimestre de 2015 e 2016 está pronto a arrancar. Acabámos, aliás, de lançar um novo serviço e, com ele, novos produtos. Pode conhecê-los aqui.
Temos, em suma, muito trabalho e mais conquistas pela frente. Continuaremos aqui deste lado, prontas para traçar um plano de ação à sua medida.
Até já.
Cátia Albuquerque
Rita Magalhães
Tânia Veríssimo
]]>
Comunicar nas redes sociais com palavras de marca]]>Três Pontoshttps://www.trespontos.pt/single-post/2015/05/18/Comunicar-nas-redes-sociais-com-palavras-de-marcahttps://www.trespontos.pt/single-post/2015/05/18/Comunicar-nas-redes-sociais-com-palavras-de-marcaMon, 18 May 2015 14:33:27 +0000
Marque na sua agenda: 28 de maio de 2015, das 10 h às 17 h. Está marcado? Ótimo, parabéns. Vai passar um dia extraordinário, onde aprenderá muitas coisas sobre... textos e redes sociais. Aliás, textos nas redes sociais. Explicando melhor: vai saber tudo sobre como comunicar nas redes sociais através dos textos.
De facto, comunicar é a palavra de ordem dos dias de hoje. E porquê? A verdade é que as marcas não se fazem notar no mercado apenas pelos produtos ou serviços a que estão associadas. Sabia que as marcas se distinguem também — e sobretudo — pela forma como são comunicadas? Verdade. Os textos são um dos meios pelos quais as marcas são comunicadas e divulgadas. Por outro lado, é impossível dissociar divulgação de Internet, mais propriamente, de redes sociais. E porque é que as redes sociais se tornaram tão importantes? Porque facilitam a comunicação entre marca e consumidor — a comunicação deixa de ser bilateral e passa a ser multilateral — e permitem chegar a mais pessoas. São, portanto, uma forma inquestionável de criar contactos e de estabelecer relações de confiança.
Como está a sua presença nas redes sociais? Costuma sentir dificuldades porque não sabe o que escrever, como começar a escrever ou sobre que mais assuntos escrever
? Não recebe da sua comunidade de seguidores o feedback esperado? Sabe que a presença da sua marca nas redes sociais é importantíssima, mas não sabe qual a melhor forma de comunicar? Vamos ajudá-lo a fazer o diagnóstico da sua presença nas redes sociais e dar-lhe as orientações necessárias para dar o próximo passo.
O próximo dia 28 de maio, das 10 h às 17 h, será o dia em que assistirá ao primeiro workshop da Três Pontos, realizado em parceria com a Red Apple, criado a pensar nas empresas. A pensar nos produtos. A pensar nas marcas. A pensar na divulgação de todos eles num dos meios onde se passa praticamente toda a comunicação nos dias de hoje: as redes sociais (Facebook, LinkedIn, Twitter etc.). Se é responsável pela gestão de conteúdos nas redes sociais e se quer aumentar a visibilidade da sua empresa, venha assistir ao workshopComunicar nas Redes Sociais com Palavras de Marca, e conheça as melhores orientações para escrever nestes meios e perceber como os textos que publica o poderão ajudar a definir o posicionamento da sua marca e a estabelecer relações de confiança com a sua comunidade.
Para mais informações sobre o conteúdo programático deste workshop, siga este link. Ou envie-nos uma mensagem para geral@trespontos.pt.
Até já.
]]>
Relatórios corporativos]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2015/02/19/Relat%C3%B3rios-corporativoshttps://www.trespontos.pt/single-post/2015/02/19/Relat%C3%B3rios-corporativosThu, 19 Feb 2015 17:52:47 +0000
Relatórios e contas, relatórios de sustentabilidade, relatório de governo da sociedade... Chegámos à altura do ano em que as empresas correm contra o tempo para ultimar a apresentação daquela que foi a atividade do ano anterior. Sabemos o quão hercúlea pode ser esta tarefa, sobretudo quando se trata de documentos como estes, escritos a várias mãos e a vários tons. E sabemos também que são várias as fases por que se tem de passar até chegar ao resultado final: um instrumento de trabalho que é também o espelho da atividade de uma empresa.
Foquemo-nos, então, na fase que sucede a da descrição dos factos e dos objetivos: a fase da finalização do documento. É o momento das confirmações e das verificações. E como é que se consegue fazer a verificação perfeita quando se está tão imbuído na matéria? Exatamente: não se consegue. É fundamental que a revisão dos relatórios seja feita por alguém que não a pessoa que o escreveu. Só assim, com o necessário distanciamento, se conseguirá detetar eventuais falhas, equívocos, erros (técnicos, ortográficos, sintáticos, semânticos). Precisamente pelo facto de serem documentos escritos por várias pessoas, é fundamental existir alguém que trate de não descurar a uniformização do texto (uniformização do tom, do vocabulário, dos termos técnicos), para que eventuais discrepâncias que possam existir sejam eliminadas e o tom em vigor seja o da empresa (e não o do indivíduo).
Perfeito, documento fechado. Nova preocupação: quem vai traduzir os relatórios corporativos? É essencial que a tradução seja feita por um tradutor especializado na área e que seja um tradutor de língua materna. Ou seja, é necessário que o tradutor capte bem aquilo que é a essência da língua portuguesa, seja fluente na mesma, mas é principalmente fundamental que a língua materna deste seja a língua de destino: se o relatório for traduzido para inglês, é um inglês que o deve traduzir. Só um tradutor nativo especializado na área garante a fluência necessária e a utilização dos termos adequados. Controlo de qualidade da tradução? Mais uma necessidade para a lista.
Versão portuguesa pronta, versão estrangeira pronta, documento pronto para impressão. Será mesmo? Pois é: não. Depois de o documento ser paginado, é possível (e provável) passarem algumas incongruências e alguns erros. A versão paginada tem, pois, de ser revista. É, portanto, altura das confirmações finais: acertos gráficos, visuais, ortográficos, tanto na língua original, quanto na língua estrangeira. É a chamada revisão de provas, que também deverá ser feita por um par de mãos e olhos experientes nesta fase do processo, que não deixam escapar o mais ínfimo erro.
Só depois de todas estas fases ultrapassadas se pode respirar fundo e, com confiança, carregar no botão “imprimir”.
Preparados e seguros? Então, bom trabalho!
]]>
O essencial sobre traduções certificadas]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2014/12/01/O-essencial-sobre-tradu%C3%A7%C3%B5es-certificadashttps://www.trespontos.pt/single-post/2014/12/01/O-essencial-sobre-tradu%C3%A7%C3%B5es-certificadasMon, 01 Dec 2014 15:01:42 +0000
Começamos o mês de dezembro com vários pedidos de traduções certificadas, para diferentes línguas de destino. É também um momento de muita concentração para nós, já que, para a execução deste trabalho, são vários os passos a seguir e são várias as perguntas a fazer. Os prazos, esses, são sempre os mesmos: para ontem (como tem de ser, aliás). Mas, então, o que são traduções certificadas? Ou, mais importante, em que momentos se pode vir a necessitar de uma tradução certificada? Damos-lhe, seguidamente, algumas luzes acerca deste assunto.
Uma tradução certificada é um documento oficial e, como tal, é um documento com validade jurídica. Uma tradução pode ser certificada por um notário ou por um advogado. Perante a apresentação do documento original e da tradução, o notário (ou advogado) emite um certificado, onde se indica que determinado tradutor efetuou aquela tradução e que este garante que a mesma é fiel ao original. Portanto, se lhe for pedida uma tradução certificada, terá de apresentar um documento composto por:
— a certificação do notário (ou advogado), assinada e carimbada;
— o documento original;
— o documento traduzido.
E que situações podem justificar o pedido de uma tradução certificada? Normalmente, todas as situações referentes a processos relacionados com internacionalização. As mais comuns são as seguintes:
— candidatura de empresas nacionais a concursos levados a cabo por empresas estrangeiras,
— abertura de negócio no estrangeiro,
— candidatura a emprego no estrangeiro,
— candidatura a universidades no estrangeiro.
Em qualquer uma das situações, é muito importante confirmar quais os documentos que tem de apresentar para que as suas ações sejam válidas. Evitará, assim, chumbos desagradáveis de última hora por incumprimentos desnecessários. É, portanto, fundamental perguntar, junto das entidades estrangeiras que receberão a sua candidatura, quais são exatamente os documentos a apresentar. Deixamos, abaixo, alguns exemplos:
— curricula vitae,
— certificados (de habilitações, de residência, de admissibilidade etc.),
— certidões (permanentes, comerciais, de nascimento etc.),
— registos (criminais, civis, comerciais etc.),
— escrituras,
— diplomas.
Além da certificação da tradução, pode também ser necessária a apostila, se for apresentar o documento (e no caso de se tratar de um documento público) num país que aderiu à Convenção de Haia. O serviço de apostila é prestado pela Procuradoria-Geral da República. Há ainda outros países que exigem uma certificação específica, normalmente emitida pela respetiva embaixada.
Em suma: está a pensar em internacionalização? Pense que vai necessitar de traduções. Depois, informe-se se necessitará de que as mesmas sejam certificadas e assegure-se de que tem consigo toda a documentação necessária. E não se esqueça: é sempre necessário o documento original ou uma fotocópia autenticada do mesmo.
Muita informação para assimilar? Não se preocupe. Conte com a Três Pontos para ajudá-lo em todo este processo de internacionalização ou de candidatura: tradução para português ou língua estrangeira, certificação e pedido de apostila junto da Procuradoria-Geral. Cumprimos os famosos prazos… para ontem.
]]>
O mundo aqui tão perto]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2014/10/28/O-mundo-aqui-t%C3%A3o-pertohttps://www.trespontos.pt/single-post/2014/10/28/O-mundo-aqui-t%C3%A3o-pertoTue, 28 Oct 2014 11:06:58 +0000
Comunicar, comunicar, comunicar. Este é bem capaz de ser um dos verbos mais conjugados nas empresas. Mas é um verbo que não vive sozinho. É preciso comunicar bem, é preciso comunicar em várias línguas, é preciso comunicar para públicos diferentes. A presença global das empresas levanta-lhes muitos desafios no que toca à comunicação: não basta “estar virado para o mundo”, é preciso “estar no mundo”.
A Três Pontos também quer estar no mundo: enquanto empresa e enquanto parceira das empresas. Neste primeiro mês de atividade, temos vindo a desenvolver a estratégia e as peças de comunicação necessárias para chegar a cada vez mais pessoas: lançámos a versão inglesa do nosso site, apresentámo-nos na língua oficial das empresas com quem trabalhamos, criámos uma newsletter e um espaço dedicado no nosso site para que possa saber todas as novidades em primeira mão. E fizemos mais ainda: criámos uma página para destacar um dos serviços mais importantes: o apoio à internacionalização. Veja aqui a nossa página, subscreva aqui a nossa newsletter.
Obrigada por nos deixar comunicar consigo. Quanto a si, se precisar de comunicar, conte connosco para ajudá-lo. Estamos aqui.
]]>
Algumas considerações sobre o novo acordo]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2014/10/03/Algumas-considera%C3%A7%C3%B5es-sobre-o-novo-acordohttps://www.trespontos.pt/single-post/2014/10/03/Algumas-considera%C3%A7%C3%B5es-sobre-o-novo-acordoFri, 03 Oct 2014 14:25:00 +0000
Falta pouco para terminar o período de transição ortográfica, em que se aceita a utilização da grafia de 1945 e a de 1990, aka, a velha e a nova ortografia, respetivamente(não se escreve o -c- porque não se pronuncia). A partir de 2015, vigorará apenas a nova. Nas escolas, é já obrigatório, desde setembro(os meses do ano passam a escrever-se com letra inicial minúscula) de 2011, escrever segundo as novas regras. Em 2012, esta obrigatoriedade estendeu-se também às instituições públicas.
Estamos em mudança, é verdade. Apercebemo-nos de que continuam a coexistir [regra geral, as palavras com prefixos deixam de ter hífen — mas há exceções (assim mesmo sem -p-)] textos escritos nas duas grafias. Mas é também notório que a nova grafia está cada vez mais presente, seja em sites institucionais ou em textos de caráter(ou carácter, porque há palavras que se podem escrever de duas formas, uma vez que se constatou que os falantes oscilam na pronúncia das mesmas) pessoal (por exemplo, no Facebook ou em blogues).
Neste texto, como já terão reparado, optámos(ou optamos, pois a utilização de acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos regulares da primeira conjugação passou a ser opcional) por identificar as palavras cuja grafia mudou por força do novo acordo, sublinhando-as. Acrescentámos(ou acrescentamos, como vimos atrás), logo de seguida, a respetiva(não se escreve o -c- porque não se pronuncia) regra ortográfica. O objetivo(não se escreve o -c- porque não se pronuncia) é, de facto(surpreendidos? Pois é: “facto” mantém-se como sempre foi, porque o -c- pronuncia-se), ajudar-vos a terem uma visão mais clara do impacto(escreve-se -c- porque se pronuncia) das novas regras.
Esperamos que tenham ficado com uma ideia do que é a nova ortografia (uma frase sem mudança absolutamente nenhuma a apontar: também acontece muito).
Bom fim de semana (a maior parte das locuções passam a escrever-se sem hífen)!
]]>
Proper grammar is sexy]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2014/09/19/Proper-grammar-is-sexyhttps://www.trespontos.pt/single-post/2014/09/19/Proper-grammar-is-sexyFri, 19 Sep 2014 14:25:40 +0000
São vários os amigos que nos perguntam qual é a melhor gramática de língua portuguesa para ter sempre à mão, fisicamente ou à distância de um clique. Amigos que fazem da língua portuguesa o seu instrumento de trabalho. As respostas podem ser várias, até porque tudo depende das motivações e do conhecimento de quem as procura: é um especialista em língua portuguesa? É um professor e precisa de ensinar os seus alunos? É tradutor? Formador? Escritor? Enfim, as hipóteses são várias. Hoje escrevemo-vos para vos dar a conhecer alguma da bibliografia com que trabalhamos e, assim esperamos, que vos poderá ser útil.
A última gramática que adquirimos foi a extraordinária Gramática do Português, editada pela Fundação Calouste Gulbenkian. É essencial para nós, consultoras linguísticas, aprofundarmos o conhecimento que temos sobre a língua e para conseguirmos justificar determinadas posições que tomamos. É a gramática ideal para quem trabalha nesta área, maravilhosamente descritiva e organizada por alguns dos melhores linguistas que temos. Outra que nos acompanha desde sempre (já desde os tempos da Faculdade), também pelo pendor normativo que tem, é a clássica Nova Gramática do Português Contemporâneo (de Celso Cunha e Lindley Cintra). Mas serão estas as gramáticas ideais para se ter à mão quando se está a ensinar o português a, por exemplo, um estrangeiro? Ou quando se é responsável por escrever textos no departamento de comunicação de uma empresa e se quer resolver rapidamente dúvidas sintáticas? Talvez a ideal neste caso seja a Gramática Universal da Língua Portuguesa, de António Borregana. É uma gramática clássica, muito bem organizada, simples de consultar, com exemplos práticos muito bons. Ideal para qualquer pessoa, portanto.
Há outro tipo de livros que vos poderá ajudar, que são os manuais que ajudam à resolução de dificuldades específicas da língua. Muito simples de consultar e podem ajudar a resolver dúvidas específicas (por exemplo, em que situações se usa “descriminar” e “discriminar”? É correto escrever “enquanto que”?). No que a este tipo de manuais diz respeito, aconselhamo-vos (para dar alguns exemplos) o Dicionário de Erros e Problemas de Linguagem, de Rodrigo de Sá Nogueira (Livraria Clássica Editora, Lisboa), o Prontuário Universal de Erros Corrigidos de Português, de D'Silvas Filho (Texto Editora, Lisboa) e o livro S.O.S Língua Portuguesa, de Sandra Duarte Tavares e Sara Leite. Se o vosso melhor amigo é o Google, experimentem procurar o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Ajudar-vos-á muito, de certeza. Se preferirem, descarreguem a aplicação do CLP para o vosso telemóvel. Assim terão ajuda à distância de um dedo.
Já que falamos em aplicações para telemóveis, não podemos também deixar de dizer que já podem descarregar o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora e da Priberam. Os dicionários são essencialmente úteis para confirmar grafias e significados (e sobre estes teríamos muito mais a dizer, mas ocasiões não nos faltarão para o fazermos).
Um prontuário que não dispensamos é o Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa, do Magnus Bergström e Neves Reis (utilizamos a 51.ª edição, já atualizada). Os prontuários são indispensáveis para confirmarmos, por exemplo, a grafia de abreviaturas ou sabermos qual o gentílico correspondente a determinado topónimo.
A lista já vai longa, mas não queremos terminar sem antes vos deixarmos uma sugestão de vocabulário. Temos a certeza de que vos será útil, até porque vos ajudará a confirmar a nova grafia das palavras. Falamos do Vocabulário Ortográfico do Português, também conhecido por VOP. Aqui poderão confirmar se, por exemplo, em português europeu, a palavra “facto” mantém a ortografia ou passa a escrever-se “fato”. É provável que muitos fiquem surpreendidos com a resposta…
Bom fim de semana!
]]>
Este é o momento]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2014/09/13/Este-%C3%A9-o-momentohttps://www.trespontos.pt/single-post/2014/09/13/Este-%C3%A9-o-momentoSat, 13 Sep 2014 11:00:00 +0000
[foto retirada da Internet]
Um dia, em conversa, apercebemo-nos de que poderíamos fazer nascer, da nossa experiência, dos nossos conhecimentos e, principalmente, da nossa garra e do nosso profissionalismo, uma marca. E o passo tinha de ser tomado rapidamente, já que a oportunidade, essa, estava à nossa frente. Em mente, uma ideia comum: fazermos o que melhor sabemos fazer, há já muitos anos. O quê? Ajudar as empresas a:
criarem textos claros, coerentes e sem erros;comunicarem em várias línguas;melhorarem os métodos e as técnicas de escrita.
Ao longo deste verão, estivemos a preparar o plano para, hoje, darmos início à ação. Procurámos o melhor curso sobre como fazer planos de negócio e fizémo-lo, inteirámo-nos do que precisávamos para construir um projeto com cabeça, tronco e membros; espalhámos a palavra das nossas intenções. Antes, conhecemos a Filipa Freitas Simões e a Lance Collective e rapidamente percebemos que seria uma peça fundamental na construção da nossa marca. Não nos enganámos. E assim nasceu a Três Pontos. O que distinguirá esta marca de outras? Fiquem para ver.
]]>
Bem-vindos à Três Pontos]]>https://www.trespontos.pt/single-post/2014/09/12/Bemvindos-%C3%A0-Tr%C3%AAs-Pontoshttps://www.trespontos.pt/single-post/2014/09/12/Bemvindos-%C3%A0-Tr%C3%AAs-PontosFri, 12 Sep 2014 11:00:00 +0000
Três, dois, um… ação! É com grande entusiasmo que lhe apresentamos este nosso projeto, que nasceu da vontade. Isso mesmo: da vontade. Da vontade da Rita, da Cátia e da Tânia — as Três Pontos — de darem o seu melhor diretamente a quem deste melhor precisa, sem passar por intermediários. Temos muito gosto em recebê-lo aqui nesta nossa casa e dar-lhe a conhecer mais sobre ela. Neste blogue, terá oportunidade para saber mais sobre nós: o caminho que percorremos até aqui chegarmos, aquilo estamos a fazer, o caminho que tencionamos percorrer daqui para a frente. Sabemos que é difícil explicar, nas poucas palavras que os sítios na Internet disponibilizam, aquilo que faz um consultor linguístico, que é o que somos. Contamos com este espaço para o conseguirmos fazer. E esperamos ouvir quem está desse lado para trocar ideias.
Preparado? Nós estamos. Até já!
]]>