O grama

19/04/2016

 

 

Das duas uma: ou não sabemos mesmo que devemos pedir “duzentos gramas” de fiambre quando vamos à charcutaria e não “duzentas gramas”, ou sabemos, mas não sabemos por que razão devemos utilizar o masculino. A justificação para este lapsus linguae reside no facto de, normalmente, em português, as palavras do género feminino terminarem em “a” e as do género masculino terminarem em “o”. Como “grama” termina em “a”, será, supostamente, do género feminino. Só que não é. Aliás, é. (Disclaimer: sempre nos avisaram de que a língua portuguesa é traiçoeira, pois cá está um belo exemplo desta realidade.)

 

Em que ficamos, afinal de contas?

 

Simples: “grama” pode efetivamente ser um substantivo feminino e masculino, mas terá significados distintos, consoante o género. A grama é aquilo a que comummente chamamos “relva”, e o grama é uma “(...)unidade de medida de massa no sistema c.g.s., equivalente a 0,001 kg (...)”*. É o caso. Quando falamos de quantidade, o grama deve ser tratado como tal: palavra do género masculino. Para nós, podem ser duzentos gramas de nozes, por favor.

 

*in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

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