Relatórios corporativos


Relatórios e contas, relatórios de sustentabilidade, relatório de governo da sociedade... Chegámos à altura do ano em que as empresas correm contra o tempo para ultimar a apresentação daquela que foi a atividade do ano anterior. Sabemos o quão hercúlea pode ser esta tarefa, sobretudo quando se trata de documentos como estes, escritos a várias mãos e a vários tons. E sabemos também que são várias as fases por que se tem de passar até chegar ao resultado final: um instrumento de trabalho que é também o espelho da atividade de uma empresa.

Foquemo-nos, então, na fase que sucede a da descrição dos factos e dos objetivos: a fase da finalização do documento. É o momento das confirmações e das verificações. E como é que se consegue fazer a verificação perfeita quando se está tão imbuído na matéria? Exatamente: não se consegue. É fundamental que a revisão dos relatórios seja feita por alguém que não a pessoa que o escreveu. Só assim, com o necessário distanciamento, se conseguirá detetar eventuais falhas, equívocos, erros (técnicos, ortográficos, sintáticos, semânticos). Precisamente pelo facto de serem documentos escritos por várias pessoas, é fundamental existir alguém que trate de não descurar a uniformização do texto (uniformização do tom, do vocabulário, dos termos técnicos), para que eventuais discrepâncias que possam existir sejam eliminadas e o tom em vigor seja o da empresa (e não o do indivíduo).

Perfeito, documento fechado. Nova preocupação: quem vai traduzir os relatórios corporativos? É essencial que a tradução seja feita por um tradutor especializado na área e que seja um tradutor de língua materna. Ou seja, é necessário que o tradutor capte bem aquilo que é a essência da língua portuguesa, seja fluente na mesma, mas é principalmente fundamental que a língua materna deste seja a língua de destino: se o relatório for traduzido para inglês, é um inglês que o deve traduzir. Só um tradutor nativo especializado na área garante a fluência necessária e a utilização dos termos adequados. Controlo de qualidade da tradução? Mais uma necessidade para a lista.

Versão portuguesa pronta, versão estrangeira pronta, documento pronto para impressão. Será mesmo? Pois é: não. Depois de o documento ser paginado, é possível (e provável) passarem algumas incongruências e alguns erros. A versão paginada tem, pois, de ser revista. É, portanto, altura das confirmações finais: acertos gráficos, visuais, ortográficos, tanto na língua original, quanto na língua estrangeira. É a chamada revisão de provas, que também deverá ser feita por um par de mãos e olhos experientes nesta fase do processo, que não deixam escapar o mais ínfimo erro.

Só depois de todas estas fases ultrapassadas se pode respirar fundo e, com confiança, carregar no botão “imprimir”.

Preparados e seguros? Então, bom trabalho!

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