O essencial sobre traduções certificadas


Começamos o mês de dezembro com vários pedidos de traduções certificadas, para diferentes línguas de destino. É também um momento de muita concentração para nós, já que, para a execução deste trabalho, são vários os passos a seguir e são várias as perguntas a fazer. Os prazos, esses, são sempre os mesmos: para ontem (como tem de ser, aliás). Mas, então, o que são traduções certificadas? Ou, mais importante, em que momentos se pode vir a necessitar de uma tradução certificada? Damos-lhe, seguidamente, algumas luzes acerca deste assunto.

Uma tradução certificada é um documento oficial e, como tal, é um documento com validade jurídica. Uma tradução pode ser certificada por um notário ou por um advogado. Perante a apresentação do documento original e da tradução, o notário (ou advogado) emite um certificado, onde se indica que determinado tradutor efetuou aquela tradução e que este garante que a mesma é fiel ao original. Portanto, se lhe for pedida uma tradução certificada, terá de apresentar um documento composto por:

— a certificação do notário (ou advogado), assinada e carimbada;

— o documento original;

— o documento traduzido.

E que situações podem justificar o pedido de uma tradução certificada? Normalmente, todas as situações referentes a processos relacionados com internacionalização. As mais comuns são as seguintes:

— candidatura de empresas nacionais a concursos levados a cabo por empresas estrangeiras,

— abertura de negócio no estrangeiro,

— candidatura a emprego no estrangeiro,

— candidatura a universidades no estrangeiro.

Em qualquer uma das situações, é muito importante confirmar quais os documentos que tem de apresentar para que as suas ações sejam válidas. Evitará, assim, chumbos desagradáveis de última hora por incumprimentos desnecessários. É, portanto, fundamental perguntar, junto das entidades estrangeiras que receberão a sua candidatura, quais são exatamente os documentos a apresentar. Deixamos, abaixo, alguns exemplos:

curricula vitae,

— certificados (de habilitações, de residência, de admissibilidade etc.),

— certidões (permanentes, comerciais, de nascimento etc.),

— registos (criminais, civis, comerciais etc.),

— escrituras,

— diplomas.

Além da certificação da tradução, pode também ser necessária a apostila, se for apresentar o documento (e no caso de se tratar de um documento público) num país que aderiu à Convenção de Haia. O serviço de apostila é prestado pela Procuradoria-Geral da República. Há ainda outros países que exigem uma certificação específica, normalmente emitida pela respetiva embaixada.

Em suma: está a pensar em internacionalização? Pense que vai necessitar de traduções. Depois, informe-se se necessitará de que as mesmas sejam certificadas e assegure-se de que tem consigo toda a documentação necessária. E não se esqueça: é sempre necessário o documento original ou uma fotocópia autenticada do mesmo.

Muita informação para assimilar? Não se preocupe. Conte com a Três Pontos para ajudá-lo em todo este processo de internacionalização ou de candidatura: tradução para português ou língua estrangeira, certificação e pedido de apostila junto da Procuradoria-Geral. Cumprimos os famosos prazos… para ontem.

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