Proper grammar is sexy


São vários os amigos que nos perguntam qual é a melhor gramática de língua portuguesa para ter sempre à mão, fisicamente ou à distância de um clique. Amigos que fazem da língua portuguesa o seu instrumento de trabalho. As respostas podem ser várias, até porque tudo depende das motivações e do conhecimento de quem as procura: é um especialista em língua portuguesa? É um professor e precisa de ensinar os seus alunos? É tradutor? Formador? Escritor? Enfim, as hipóteses são várias. Hoje escrevemo-vos para vos dar a conhecer alguma da bibliografia com que trabalhamos e, assim esperamos, que vos poderá ser útil.

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A última gramática que adquirimos foi a extraordinária Gramática do Português, editada pela Fundação Calouste Gulbenkian. É essencial para nós, consultoras linguísticas, aprofundarmos o conhecimento que temos sobre a língua e para conseguirmos justificar determinadas posições que tomamos. É a gramática ideal para quem trabalha nesta área, maravilhosamente descritiva e organizada por alguns dos melhores linguistas que temos. Outra que nos acompanha desde sempre (já desde os tempos da Faculdade), também pelo pendor normativo que tem, é a clássica Nova Gramática do Português Contemporâneo (de Celso Cunha e Lindley Cintra). Mas serão estas as gramáticas ideais para se ter à mão quando se está a ensinar o português a, por exemplo, um estrangeiro? Ou quando se é responsável por escrever textos no departamento de comunicação de uma empresa e se quer resolver rapidamente dúvidas sintáticas? Talvez a ideal neste caso seja a Gramática Universal da Língua Portuguesa, de António Borregana. É uma gramática clássica, muito bem organizada, simples de consultar, com exemplos práticos muito bons. Ideal para qualquer pessoa, portanto.

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Há outro tipo de livros que vos poderá ajudar, que são os manuais que ajudam à resolução de dificuldades específicas da língua. Muito simples de consultar e podem ajudar a resolver dúvidas específicas (por exemplo, em que situações se usa “descriminar” e “discriminar”? É correto escrever “enquanto que”?). No que a este tipo de manuais diz respeito, aconselhamo-vos (para dar alguns exemplos) o Dicionário de Erros e Problemas de Linguagem, de Rodrigo de Sá Nogueira (Livraria Clássica Editora, Lisboa), o Prontuário Universal de Erros Corrigidos de Português, de D'Silvas Filho (Texto Editora, Lisboa) e o livro S.O.S Língua Portuguesa, de Sandra Duarte Tavares e Sara Leite. Se o vosso melhor amigo é o Google, experimentem procurar o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Ajudar-vos-á muito, de certeza. Se preferirem, descarreguem a aplicação do CLP para o vosso telemóvel. Assim terão ajuda à distância de um dedo.

Já que falamos em aplicações para telemóveis, não podemos também deixar de dizer que já podem descarregar o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora e da Priberam. Os dicionários são essencialmente úteis para confirmar grafias e significados (e sobre estes teríamos muito mais a dizer, mas ocasiões não nos faltarão para o fazermos).

Um prontuário que não dispensamos é o Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa, do Magnus Bergström e Neves Reis (utilizamos a 51.ª edição, já atualizada). Os prontuários são indispensáveis para confirmarmos, por exemplo, a grafia de abreviaturas ou sabermos qual o gentílico correspondente a determinado topónimo.

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A lista já vai longa, mas não queremos terminar sem antes vos deixarmos uma sugestão de vocabulário. Temos a certeza de que vos será útil, até porque vos ajudará a confirmar a nova grafia das palavras. Falamos do Vocabulário Ortográfico do Português, também conhecido por VOP. Aqui poderão confirmar se, por exemplo, em português europeu, a palavra “facto” mantém a ortografia ou passa a escrever-se “fato”. É provável que muitos fiquem surpreendidos com a resposta…

Bom fim de semana!


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